Sinta-se em casa!


8 de julho de 2013

Eu voltei...

Gente, senti tanta a falta de vocês. Quantos anos faz que eu não publico nada (faz mais de um ano, mesmo)? Nem um único post. Nem uma mensagem de amor. Nem um recado. Uma nota que seja. Terrível. Não me desculparei, não há desculpas pra isso.
Tava olhando postagens antigas. Nossa, mudei de opinião a respeito de tanta coisa. Não me surpreende. Nem deveria surpreender vocês. Parem de me julgar? Obrigada.
Voltei hoje, pra dizer que voltei.
"Nossa, Luna, tu é retardada?"
Não, idiota. Só to dizendo que a função desse texto é comunicar que pretendo voltar de vez pro meu blog. Pra vocês meus milhares de leitores pelo mundo.
Oi?
Ta, parei!

Beijos

17 de janeiro de 2012

É a prova da comida, minha gente!

 

É, eu sei que faz meses que eu não apareço aqui. Eu sei também que vocês acharam que eu tinha abandonado o blog. Mas eu to numa angustia tamanha, numa ansiedade chata, querendo me manifestar sobre o assunto do momento. Todo mundo já falou, ta falando ou vai falar né. E o estupro no BBB, hein? (não, não me importo de ter falado em BBB a dois posts atrás).

Talvez fuja um pouco do padrão dos posts que costumo escrever, mas o assunto não é de todo estranho ao blog né? Afinal de contas, trato muito de feminismo aqui e não existe outra palavra pra definir essa discussão toda se não um MACHISMO assustador e arcaico.

Muitos comentários agressivos no facebook me fizeram perceber que uma parte das pessoas, simplesmente DETERMINOU que a menina estava acordada e que é uma vagabunda. Simples assim, uma vagabunda se fazendo de vitima pra ferrar o pobre estuprador indefeso ;/ Olha, eu não sei se essas pessoas nunca beberam, nunca ouviram falar de coma alcoólico ou se simplesmente querem queimar alguém na fogueira. Sim, porque foi isso que essa história virou, uma caça as vadias! Encontrem as vadias, estuprem e queimem elas na fogueira! É o certo a ser feito, certamente! Quem viu o vídeo há de concordar que é meio impossível a guria estar acordada. Quanto ao fato dela gemer, ora, as pessoas emitem sons dormindo (creio que façam alguns sons quando estão sendo violentadas, só uma dica), afinal de contas, ela esta dormindo e não morta. Vamos aceitar que ela estava desacordada? Ok, vamos.

E se fosse um homem? Isso, um homem. Se um homem estivesse em coma e um Daniel da vida comesse o cu dele. No outro dia, quando o ‘amigo’ acordasse com dor na bunda e perguntasse pro BROTHER que dorme com ele: Cara, aconteceu alguma coisa ontem? O Daniel respondesse: Claro que não, meu, eu te coloquei pra dormir só isso. E ai, Brasil? E dai? Eu aposto todos os dentes na minha boca nisso, 90% das pessoas que estão achando que isso é SUUPERRR NORMAAAL ia achar uma violência absurda, ia chamar o Daniel de monstro e ia achar que quem deixou isso acontecer e não fez nada, é tão criminoso quanto ele.

Esse tipo de situação me deixa triste de uma maneira que vocês não podem imaginar. Me deixa assustada de verdade. Assuntada com algumas opiniões e conceitos das pessoas. Gente, não é porque isso acontece todo o dia que isso é aceitável. O que torna o caso ainda mais bizarro é o fato de ter alguém acompanhando e achar que isso era interessante de ser mostrado. Lembram quando vazou um vídeo do Boninho chamando um participante de viado, numa voz que parecia vir do espelho? PORRA, BONINHO, tu ta lá presente e disposto pra chamar o outro o viado, mas não ta na hora de impedir um crime? UM CRIME, gostem vocês disso ou não.

Eu confio na inteligência dos meus leitores, não me façam falar sobre o fato da guria ter dito que nada aconteceu. Alguém tem alguma duvida de que a Globo ia enfiar dinheiro até onde o Daniel não enfiou nada pra ela ficar quieta? Comentários sobre racismo também não merecem meus comentários.

Pessoas, acordem, façam alguma coisa por nós! Ensinem sim, suas filhas, que é perigoso beber demais, que elas ficam expostas a todo o tipo de perigo quando o fazem isso. Mas ensinem seus filhos que abusar de alguém, em qualquer situação, é monstruoso. Eu posso andar pelada, tu é que não pode me estuprar por isso.

Hoje, eu tava lembrando de quando aquele BBB que era médico (lembram? Aquele que era meio malvado?) largou a manjada frase: quanto mais conheço as pessoas, mas gosto dos animais. Essas pessoas que acham que estupro faz parte da ‘conquista’ e que quem bebe se expõe ao risco de ser abusada me faz lamentar muito não ter nascido um cachorro ou um ornitorrinco.

 

Luna Rodrigues

13 de julho de 2011

É o fim dos tempos!

Eu sei, eu sei que eu estou sumida há longos meses. Eu sei que eu sempre digo que não vou ficar tanto tempo ausente. Sei de tudo isso, mas passei por meses de tensão! Me da um desconto, me formo daqui a pouco mais de um mês.

Estou a um bom tempo querendo escrever sobre esse tema – claro que está, faz meses que tu não posta nem um suspiro nessa porcaria de blog né, Luna, sua inútil?- Ta bom gente, eu sei que estou em falta, mas assim, deixa eu falar!

Você mulher moderna, descolada, super antenada e que sempre que pode esta dando uma “navegada” pela internet! Você já conhece o WomanFree! Ok, nem precisa ser tão antenada assim (lê-se não precisa estar nada antenada, pois isso já apareceu em vários programas de tv). Não conhece? Sério? Então da uma olhadinha aqui ó!

Sim, é isso mesmo que você viu! É um “adaptador” pra fazer xixi em pé! Olha, isso é o fim dos tempos minha gente, já existia um substituto pro pênis pra função sexual, agora isso.

Veja bem, eu sou mulher, estou muito ciente das dificuldades que as mulheres passam na hora de fazer xixi fora de casa. Ainda assim, eu acho isso muito estranho. Sério mesmo. Por hora, as mulheres usam o tal WomanFree só no banheiro né, mas daqui a um tempo, será que vai continuar assim? Quando você olhar pra um muro na praia (já reparou que as pessoas tendem a fazer xixi ao ar livre com mais tranquilidade no litoral?) ou pra um cantinho qualquer na madrugada, não vai mais poder ter certeza de que é um homem fazendo xixi em pé. Por favor, gente! Eu apoio direitos iguais, claro que sim, mas urinar de pé é demais.

Mais de 11 mil pessoas curtem essa essa “invenção” preocupante no facebook. O que, pra mim, ainda é um número pequeno. Lembra aquele post em que eu falei sobre a mulher querer absolutamente tudo? Pois é, parece que ela quer o que é naturalmente masculino também. Ela quer usar calça boyfriend, ela quer pegar outras meninas, ela quer urinar em pé, ouvi dizer que até votar elas querem. Olha, assim fica muito difícil. Estou brincando, meninas.

Meninas e meninos, vocês concordam comigo que as nossas diferenças estão ai, não podemos negar e acredito que é isso mesmo que nos torna atraente pro sexo oposto. Estou muito errada? Homem gosta de mulher, poxa vida. E até onde eu sei, ele gosta daquelas a moda antiga, que não usa calça de homem e que não faz xixi de pé. Feministas de plantão aceitem isso, ou morram sozinhas (ou com suas companheiras né, tem essa possibilidade).

Ouso dizer que grande parte da graça de fazer xixi fora de casa, é aquela função toda de fica acocada, se apoiando na porta do banheiro da boate ou na amiga. E as adeptas do WomanFree vão sentir falta disso em algum momento da vida. Eu sei que eu pareço meio radical, mas é mais a questão do ideal do que qualquer coisa, sacam? Ok, talvez ter um na bolça pro momento de emergência, quando você vai ter que fazer xixi naquele banheiro público podrão! Mas eu sei que quem comprou isso pela internet ficou garganteando por um bom tempo! É só olhar a propaganda do produto, onde, em letras maiúsculas se lê: Mulher agora faz xixi em pé. As feministas consumidoras de WomanFree não querem praticidade, elas querem ser homens. Eu não apoio essa coisa ai, acho que mulher que urina de pé, não é de Deus não, hein!

É meninos, vocês não fazer mais nada que uma mulher não possa fazer! Se bem que... é, mas isso é assunto pra um próximo post né.

30 de março de 2011

Como assim, Bial?


Sim eu sei que tinha prometido ser mais presente aqui no blog. Sim eu sei que tenho um TCC pra escrever. Sim sei de várias outras coisas também, mas isso não podia passar em branco aqui pelo blog. Daí eu lendo o Testosterona e vejo algo que me chocou muito, comentário sobre a Helena Ramirez, uma feminista ai. Que foi até o programa do Jô pedir pras mulheres não mais aceitarem transar 'de quatro'. Juro que eu não acreditei, mas parece que é isso mesmo. Segundo ela as mulheres que aceitam essa posição estão 'se anulando como mulher'. Com todo o respeito que eu devo aos anos de luta feminista... enlouqueceu né? Pra falar a verdade eu nem acho que devo alguma coisa, mas enfim. Posso votar, posso trabalhar, valeu ai por isso, mas posso me dar ao 'luxo' de fazer sexo do jeito que eu quiser? Obrigada!

Depois a galera chama feminista de mau comida amada e querem reclamar, mas se não é isso, juro que não sei mais o que é. Sério mesmo, vai lavar uma pia de louça e para de falar merda em rede nacional. Por favor! Isso não é defender os direitos da mulher, eu nem sei definir o que isso é! Feminismo, você me irrita profundamente. Parem de querer medir forças com o sexo oposto e vivam a vida de vocês. Se isso inclui fazer sexo de ponta cabeça, pois que seja.

Esse é pra ser um post curtinho, só pra declarar minha indignação com esse absurdo, porém tenho que falar da final do BBB. Mil desculpas aos leitores intelectuais que não gostam do programa, ok, tu não é obrigado a ver, mas não pode virar as costas pras discussões que ele fomenta ai na sociedade. Maria ganhou, ta milionária. E ganhou por qual motivo? Por ter sido humilhada e escurraçada pelo Mauricio durante mais da metade do programa. Maria vingou todas as mulheres que um dia correram atrás de alguém. E quem aqui nunca né, meninas? Quem nunca fez a Maria e se humilhou, bêbada ou não por alguém que na maioria das vezes era um idiota? Até já falei sobre isso aqui.

Eu ouso dizer que Maria só ganhou porque é mulher de verdade! Não tem vergonha de fazer o que ela acha que precisa pra conquistar quem ela quer, se a técnica dela ta certa ou ta errada é outra coisa. Só sei que ela tem um milhão e meio e eu não.

Então fica a dica meninos e meninas. Façam o que deixa vocês felizes (desde que não seja algo ilegal tá?) e foda-se o resto! Aprovação popular é o de menos, no BBB deu super certo. Eu não acho que se humilhar na tv seja legal, mas cada um sabe de si né!

Se eu faço a Maria ou não e minhas preferências sexuais não interessam, vão cuidar da vida de vocês! Se bem que catar sobre a vida alheia tem seu valor as vezes, mas eu acho que isso é pra outro post.

Luna Rodrigues

5 de janeiro de 2011

É uma prisão!

Finalmente, eu consegui! Passei dezembro inteiro sem um único post! Tem gente por ai, dizendo que eu desisti de escrever. Não é bem verdade, final de ano é sempre louco né e eu to tendo crises de falta de inspiração! Meu TCC também ta sofrendo com isso. Me desculpem, voltei.

Adoro falar mal de mulher, sim! Todo mundo aqui sabe, mas verdade seja dita: ser mulher é uma prisão! Sério mesmo, ser mulher é muito difícil. Eu mesma, desistiria se pudesse.

O motivo dessa minha constatação eu explico. A alguns dias atrás, quando falava com um amigo sobre uma menina ele me disse que não havia achado a dita cuja bonita. Eu, meio chateada com a situação, tentei argumentar dizendo que ela estava fazendo um ‘look’ praia, cabelo preso, sem maquiagem, essas coisas (sim, estávamos no litoral). A resposta dele? Categórica: Luna, mulher tem que estar sempre arrumada.

Fiquei chateada, pois é verdade. Aceitem meninas, nós nunca sabemos o dia em que vamos botar o pé na rua e cruzar com nosso ‘sapo’ encantando. É verdade, não adianta querer pensar que ele vai gostar de ti pelo que tu é. Isso pode acontecer algum dia, mas a primeira coisa que ele vai ver é a tua carinha linda. Bom, ou nem tão linda.

Eu sei, não precisam me dizer que as vezes tu acorda super mal, sem vontade de se arrumar, se achando feia e tal. Minha dica? Nem sai de casa, gata! É Murphy, pura e simples. É justamente nesse dia que tu vai encontrar o gato da tua vida, aquele que tu te arruma sempre na esperança de encontrar.

Auto confiança é tudo e todo mundo sabe. Pensando nisso, eu acho que nós mulheres não precisamos estar SEMPRE impecáveis, mas se tu ta apresentavel e se achando bacana, há de funcionar. Tem que funcionar.

Não adianta me dizer que beleza não é tudo porque eu já sei disso, mas como eu já disse, o carinha que tu ta querendo vai te querer por te achar bonita. Ou pelo menos apresentável.

A não ser que tu entre em um chat de relacionamentos e faça ele se apaixonar primeiro pelo teu intelecto (lógico que eu acho que o intelecto apaixona e mantém o relacionamento). Ah, manda pra ele uma foto do dia que tu ta te sentindo TOP, por favor!

10 de novembro de 2010

Tudo!

Sim, eu sei que me comprometi a atualizar aqui com mais frequencia, mas né...a PUC me ocupa as vezes! Sei que vocês entendem. E por falar em compreensão dos leitores, queria dar uma pequena satisfação as pessoas que me solicitam posts. Eu amo receber sugestões, vocês sabem, o problema é que nem sempre eu consigo transformar o assunto que vocês me sugerem em post! Mas eu me empenho muito, juro! Um dia eu vou escrever sobre todos os assuntos solicitados.
Bom, depois das desculpas de praxe. Vamos ao assunto do post. Aproveitando a propaganda da nova série da globo (não, eu não ganho nada pra fazer propaganda) eu faço a pergunta a vocês: O que querem as mulheres? Difícil né? Quem disse que ler meu blog era fácil?
Mulher é um bicho muito complicado. Essa pergunta simplesmente não tem resposta. Não to entrando na questão filosófica. Eu sei que ninguém conseguiria definir o que quer em uma palavra, todo mundo precisa de muita coisa. Mas a questão é que eu acho que nem se pedíssemos pras mulheres fazerem uma lista de 10 itens com coisas que querem, nós não conseguiríamos responder essa pergunta. A grande maioria das mulheres precisa de muito pra ser feliz e isso é um grande problema. Eu sei que ta todo mundo cansado de me ver falando mal de mulher nos meus textos, mas poxa vida, elas pedem!
As mulheres querem TUDO! Simples assim. Alias não querem só o que é delas por direito elas querem o que é das outras mulheres também. Aposto que podemos definir as necessidades masculinas em: sexo, cerveja e futebol. E isso não é ruim, sabe. Quanto menos nós necessitamos pra alcançar a felicidade, melhor! Mais perto de ser feliz nós estamos.
Não adianta me dizer que todas as vontades femininas são para o mesmo fim... a felicidade. Por que isso (lembrando sempre que não quero filosofias baratas aqui) é o que todo mundo quer. É o fim ultimo do ser humano, afinal de contas.
Uma criatura que precisa de tanto pra ser feliz tem probleminha, amigo! Isso é fato, mulher é um bichinho dodói, não há como negar. E não to nem falando das que tem problemas mentais de verdade, as que precisam ser medicadas. Precisa de tanto sim! Se tu é mulher e ta lendo isso, para e pensar o que ia te deixar feliz agora, nesse momento. Aposto que tu pensou em 3 coisas só nessa passada rápida, se tu começar a pensar mais a fundo...
Não to me excluindo dessa lista não! Eu também quero tudo. Acho que é isso que nos motiva. No fim, isso deve ser uma coisa boa. Os homens tendem a se acomodar mais rápido. E acho que isso nunca é muito bom.
Sei lá, quem sabe no final da mini série a gente descobre né? Mas o que eu quero mesmo! É que vocês gostem do meu post. Sim, preciso de aceitação pra ser feliz. E vocês o que querem?

Por Luna Rodrigues

13 de outubro de 2010

Puccaaaa ama Garuuu

E eu tentando escrever mais uma vez, ando com um sério bloqueio intelectual! Minhas últimas provas que o digam. Quando eu comecei o blog tinha muitas idéias, muitas vezes quis escrever mais de uma vez por semana porque as idéias se acumulavam na minha cabeça. Eu deveria ter escrito tudo de uma vez só e publicado aos poucos! Sério, não sei mais fazer isso!
Enfim, menos reclamações e mais textos. Resolvi escrever essa semana sobre um dos meus personagens favoritos, a Pucca. Mesmo não sendo a mais fã de coisinhas ditas mimosas e fofinhas (sempre preferi Kavaleiros do Zodíaco a Hello Kitty) eu adoro a Pucca. E a pergunta do post é: Porque razão as meninas gostam da Pucca? Identificação?
Isso mesmo, acho que as meninas gostam desse personagem por se identificarem com ela. Pra quem nunca viu o desenho, a Pucca é uma japonezinha fofa que é perdidamente apaixonada pelo Garu, a criatura que mais despreza ela no mundo. E qual a atitude dela em relação a indiferença do Garu? Ela ignora esse fato, placidamente. Ela agarra ele sempre que possível e defende com unhas e dentes a integridade física e moral do amado. Uma coisa comovente... ou deprimente, não sei ao certo.
E atire a primeira pedra quem aqui nunca foi meio Pucca na vida? Lógico que ela é o extremo completo, mas tenho certeza que em certo momento todas as meninas foram assim. Sim, bêbada também conta. Quando nos desprendemos totalmente da nossa dignidade em prol de alguém que julgamos valer a pena estamos deixando aflorar nosso lado Pucca. E depois vem a ressaca moral (não precisa ter bebido pra ter ressaca moral), a mais pura e simples vergonha mesmo, sentimento que parece não atingir nossa heroína de vermelho.
Quem me conhece, conhece minha teoria. Pra mim, amor e dignidade não tem nada a ver um com o outro. Quando um entra não demora muito pro outro sair. Não é que eu ache bonito ficar se humilhando, mas é a vida, ninguém pode negar. E se vale a pena ou não, cada caso é um caso, cada um vai saber se valeu a pena algum dia (ou não).
Essa coisa de humilhação pública e relacionamentos é complicada. Diante de um término provavelmente uma das partes vai achar que ainda pode dar certo. A verdade é que depois que a pessoa se decidiu, dificilmente vai adiantar chorar e espernear né!
Quando o assunto é esse eu logo penso em mulheres se humilhando, FATO! Mas nós sabemos que o mundo ta cheio de homens sem dignidade! O que ao meu ver é pior, não acho que faz parte do papel de mulher fazer esse tipo de coisa, mas vamos e venhamos que ver um homem chorando por ti é bem triste. Querendo ou não, tu acaba meio que perdendo o respeito que sentia por ele.
Se eu já me humilhei? Isso, vocês nunca saberão! A não ser que as pessoas por quem me humilhei estejam lendo. Oi? Eu falei pessoas, no plural? Tá, esquece.


Por Luna Rodrigues

8 de outubro de 2010

Será?


Todo mundo aqui sabe que eu adoro uma boa pesquisa, né? Pois então, ouvi hoje no rádio que um estudo feito na Alemanha concluiu que mulheres se sentem mais felizes quando estão magras do que quando estão amando. O alemão Pam Spurr observou o comportamento feminino durante 24 anos (PQP) e chegou a essa conclusão. Será que é isso mesmo?
As noticias sobre a pesquisa são muito vagas. Mas é bem clara em um ponto, as mulheres que se sentiam acima do peso ficavam mais felizes quando emagreciam do que quando amavam. Acho que isso tem muito a ver com se amar e se achar bonita. Todo aquele papo chato de... você precisa se amar primeiro para que as pessoas a amem também e bla bla bla. Deve ser isso, só pode ser isso.
Pensa comigo, se tu ta se sentindo gorda e tem um namorado, tu sempre pode olhar pra magra sozinha e infeliz e pensar: pelo menos eu não vou morrer sozinha, seca! E não venham me dizer que as magras estão bem sozinhas, porque elas até podem ficar felizes por algum tempo, mas essa vidinha cansa e todas nós sabemos disso. Gordas ou magras. E não é?
Eu sempre tive problemas com a balança. Vocês não tem idéia da quantidade de coisas que eu tomava pra ganhar peso quando era criança, Biotonico Fontoura não é nada, alias era uma das coisas mais gostosa que eu tomava (acho que assim começou minha história com álcool). Por algum motivo se achava, e ainda se acha, que criança saudável é criança gorda, o problema é quando as tentativas de engordar a cria dão tão certo que ela nunca mais consegue emagrecer outra vez. Conheço casos assim. Graças a Deus, minha mãe aceitou que eu era uma menina que não gostava muito de comer, mas que apesar disso minha saúde andava muito bem.
A verdade é que nós mulheres nunca estaremos completamente felizes com o próprio corpo. Vi ou li em algum lugar uma vez que todas as mulheres do mundo sempre querem perder ou engordar pelo menos 2 kilos. E acho que é isso mesmo. Não há como negar que a sociedade impõe isso as mulheres, não, não to falando da ditadura da magreza. A questão é que um homem acima do peso não é avaliado como uma mulher na mesma condição. Ser mulher é muito mais difícil, fato!
Todo mundo gosta de se sentir desejada e não só pelo namorado, acho isso super normal. Se os namorados dessas meninas se empenhassem em fazer com que elas se sentissem bonitas, elas acreditariam e as outras pessoas, que não os próprios namorados, também as achariam bonitas. Acho que isso não é muito conveniente pra eles. Talvez as alemãs se sintam assim porque os homens lá passam 24 anos fazendo uma merda de pesquisa e não dão a devida atenção a elas. Deve ser solteiro esse Pam Spurr, não tinha mais nada pra fazer não?

Por Luna Rodrigues

20 de setembro de 2010

E um tapinha...dói?


Eu sei que não apareço aqui faz décadas, desculpa! Voltei, causando, claro.
Perguntinha bem simples, bem objetiva. Mulher gosta de apanhar? Que foi? Só estou perguntando.
O mestre Nelson Rodrigues afirmou isso faz um bom tempo e eu lanço a pergunta aqui no blog, é verdade que mulher gosta de apanhar? Ele foi bem especifico quando disse isso, não é que ela goste de apanhar todos os dias. Segundo ele, em algum momento da vida a mulher desafia o homem, é quando ela põe o dedo na cara dele e diz a famosa frase: TU NÃO É HOMEM. Mesmo que ela não admita, ou não saiba, o que ela quer mesmo é que ele de um tapa na cara dela e mostre quem é homem, dizem que depois disso, ela nunca mais duvida da masculinidade dele (também pudera né?). Caso isso não aconteça ela começa a perder o respeito por ele. Não sou eu quem está dizendo, queria deixar isso bem claro, não quero ninguém batendo na minha porta pra me bater, ok?
Todo mundo tem uma opinião sobre esse assunto. Quando aparece uma notícia de violência contra a mulher, sempre tem um pra dizer: "Alguma coisa ela fez" ou "é muito burra pra continuar com alguém que bate nela". Só que não é dessa violência que eu estou falando, ou talvez seja, não sei bem. Acho que as coisas acabam se misturando de um jeito ou de outro. Li em algum lugar sobre as culturas onde bater na esposa é algo super comum. Dizem que na África elas acham justo apanhar por vários motivos, entre eles está (pasmem): queimar a comida. Pensa comigo, se queimar a comida e sair de casa sem avisar o marido é motivo pra apanhar, imagina dizer que ele não é homem.
Pra mim, deve ter alguma coisa a ver com a infância. Grande novidade, tudo é trauma infantil. Mas faz sentido, não faz? As relações com o primeiro homem com quem temos contato há de influenciar todas as outras. Talvez a mulher que não apanhava do pai busque mais esse confronto com o marido, talvez seja o contrario.
Um detalhe importante é que Nelson Rodrigues confirmou que nem toda a mulher gosta de apanhar. Só as normais gostam. Então fica a dica né! Não pros homens, mas pras mulheres. Outro detalhe a ser observado é que segundo essa filosofia a mulher também não gosta de apanhar de todo mundo, só do seu 'amado'. Nada de ficar batendo na mulher dos outros.
Assunto ingrato esse meu né? Eu gosto de uma polêmica, todo mundo sabe disso. Além do mais N. Rodrigues sempre tem ótimos assuntos a serem discutidos.
Se vocês querem saber eu acho que o problema de algumas criaturas por ai é falta de laço mesmo. Não, não estou apoiando a violência doméstica. Ou estou, tanto faz.

3 de agosto de 2010

Me mordo mesmo e dai?

Comentaristas do meu blog...muito obrigada! Eu não seria nada sem vocês. Faz séculos que eu não posto nada, eu sei que não deu pra sentir saudades, mas mesmo assim me sinto culpada. Enfim, depois de alguns meses de blog eu quase esqueci da função dele. Era principalmente um local de protesto, mas também era onde eu podia falar sobre relacionamentos e diferenças entre os sexos. Todo mundo aqui ta cansado de saber que eu sou contra esse feminismo exagerado, que ta sempre na moda e o motivo também não é segredo. Homens e mulheres são diferentes, tratar 'coisas' diferentes de maneira igual não faz o menor sentindo e isso é inegável.
Vi no Globo Repórter (sim eu vejo, mas só quando não é alguma coisa sobre animais) essa semana ou na passada varias coisas justamente sobre isso, as diferenças. Um assunto despertou meu interesse porque eu acho que nunca falei dele aqui. Ciúmes! Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu ciúmes. Eu admito, sou ciumenta pra caramba. Tenho ciúmes de pessoas e coisas. Veja bem, não sou a maluca que faz escândalo, eu sempre fui do tipo que fica remoendo; isso também não quer dizer que eu não va perguntar coisas como 'quem é a fulana'.
A principal diferença entre o ciúme feminino e o masculino é tão óbvia que eu não precisaria dizer. Claro que eu vou dizer, se não, não teria sobre o que escrever. Homens sentem o que eu chamo de ciúme físico, eles não gostam (o grau do desgosto depende do homem, logicamente) da idéia de ter a sua mulher com outro cara. Já o sexo oposto morre de medo de que o companheiro goste de outra mulher, o fato dele estar fisicamente com outra, ela até consegue perdoar. Viu, tu já sabia disso.
É isso ai, galera, a carência feminina atacando mais uma fez. Sim, porque isso é carência , medo de que ele te deixe porque gosta de outra, ousaria dizer que algumas até aceitariam dividir o cara. O problema na divisão é se ele ainda sim gostar mais da outra, dai minha amiga, tu ta ralada, ele vai embora mesmo, vai ficar só com a outra.
Conversava com uma amiga sobre essa coisa de fidelidade, será que um dia a chamada traição vai ser bem aceita? Não sei se o ciúmes vai deixar, mas talvez ele seja mesmo só uma convenção social. Quem sabe os homens conseguem administrar essa coisa de dividir um mulher e as mulheres o fato do cara gostar de mais de uma pessoa. Será que da pra gostar de mais de uma pessoa igual? Será que ele não vai acabar gostando mais de uma e não vai dar certo? Será? Quem viver verá.
A questão é que vou contar aqui só pra vocês, sempre me achei meio ciumenta demais, sabe, mas uma das coisas que eu vi nesse programa foi um teste pra testar o nível de ciúmes. Sim, eu fiz sim. E o resultado foi um 'enciumado', fiquei satisfeita. Vai lá, faz o teste, mas não pode mentir, hein! Depois me conta?

Por Luna Rodrigues

15 de julho de 2010

Você foi embora, a tatuagem não (8)

Gente, que frio é esse? Me olhei no espelho agora e to parecendo a rena do nariz vermelho. Patético sair de casa com essa cara de doente, assim não há quem lide. Detalhe é que eu nem to doente de fato. Ta ruim até pra escrever, medo de quebrar os dedos enquanto digito. Enfim, vamos espantar esse frio e comemorar o "Dia do homem", posso com isso? Todo mundo aqui sabe que eu não acredito em direitos iguais então, dane-se o dia do homem (ok, o da mulher também).
Hoje no rádio eu ouvi que uma pesquisa feita na Inglaterra (é, eu e minhas pesquisas) apontou que 47% dos homens não acha mulheres de tatuagem atraentes. O foco da pesquisa era sobre como a alguns anos tatuagem era uma coisa que chamava a atenção masculina positivamente, quando delicadas e femininas, hoje em dia nem tanto. A porcentagem de mulheres que consideram homens tatuados pouco atraente, lógico, é menor.
A pesquisa diz que David Beckham exagerou nas tatuagens e isso deixou o cidadão menos atraente, menciona que a cantora Amy Winehouse não é considerada bonita por causa das tatuagens. Eu sou muito fã da Amy, mas acho que não é por causa das tatuagens que ela é estranha, acho que o mais normal ali são as tatuagens pra falar a verdade. Outro exemplo na questão bonita ou não tatuada foi a Fernanda Yang, quem viu ela na PlayBoy jura que o que deu pra aproveitar foram as tatuagens. Pras meninas: nem tentem mentir, sei que vocês pegavam o Beckham com ou sem tatuagem.
Eu sempre enjoei fácil das coisas, talvez por isso nunca tenha feito uma tatuagem. Olhar pra mesma figura grudada em mim o resto da vida? Fico nervosa só de pensar, além do mais como é que eu vou explicar pros meus netos que aquele borrão de tinta bizarro um dia foi uma linda borboleta que eu tatuei na juventude. Meio estranho. Admito que a dor também é um fator importante nesse assunto, eu sou bem pouco resistente a ela, não sei se seria uma boa idéia.
Tendência mesmo quando a gente fala em tatuagem é transformar uma tatuagem que tu já tem em alguma coisa nova. Várias famosas já nos deram exemplos disso. Mania de querer tatuar nome de homem (com raras exceções, isso é bem coisa de mulher). Danielle Winits ta aí pra nos mostrar como faz. Quando namorava o Bruno Gagliasso ela tatou um "B" em algum lugar que depois teve que virar "Believe"; não contente com isso agora ela tatuou "Love for Johnny", porque gosta de uísque senhores? Não uma homenagem ao namorado Jonatas Faro. E olha que ela nem é mais uma guriazinha.
Por falar em tatuagem e tendência, vocês já viram a novidade pro verão? Uma marca italiana lançou biquínis com o desenho de um coração vazado, pra deixar marcado mesmo. Dá uma olhadinha ai! Achei fofo e vou querer, se bem que o coração ficou parecendo mais uma sujeira na bunda da moça. O chato é colocar o biquíni no exato local toda a vez que for tomar sol né, por que se não o coração vai virar uma coisa indefinida. Uma galera vai trocar o coração partido pelo torto.
Por Luna Rodrigues

7 de julho de 2010

E a tênue linha

Queridos leitores, estou apaixonada. Perdida e completamente apaixonada e não tenho vergonha de dizer, é isso aí. O nome da minha mais nova paixão: True Blood. Um vício por qualquer coisa que seja é uma merda, todo mundo sabe disso, mas quando eu dei por mim já era tarde. Fui sugada pela série (com o perdão do trocadilho). O tema de abertura é minha música favorita, preciso ver algum episódio todos os dias e se tivesse twitter eu estaria seguindo @TrueBloodHBO.

E o que é mais envolvente no crepúsculo pra maiores de 18? Essa coisa de vampiros gatos e sedutores sempre encantou a galera, fato! Mas não sei, True Blood tem alguma coisa de especial, acho que é essa inovação dos vampiros "saindo do caixão". É, vou apostar nisso, não quero pensar que gosto mesmo de ver Eric, Bill e Sam. Homens bonitos não me prendem as séries, né? Se bem que minha ultima série de adoração era Supernatural! Sei lá.

Eu podia escrever parágrafos e mais parágrafos sobre a vida da Sookie e como as coisas saíram do controle quando ela finalmente conheceu um vampiro de verdade, só que a idéia do post não era essa. Isso tudo me fez pensar em uma coisa: a linha tênue que há entre gostar de uma série/desenho/filme e ser um idiota. Um doente mesmo, no mais bonito significado da palavra. Perigoso isso, a grande maioria não percebe que cruzou a linha. Uma hora está comprando os dvds das temporadas passadas e na outra está se vestindo igual aos personagens.

Engraçado é que ontem depois de ver alguns episódios eu vi o programa "A liga", sabe? Da Band. Bom, eles estavam falando sobre tribos e uma delas era a dos cosplayers, quando o Rafinha perguntou pra algumas meninas se elas não se achavam muito velhas pra isso a resposta foi: Existe idade pra sonhar? Então não existe idade pra fazer cosplay. Será? Ok, não sou ninguém pra criticar. Mas eu acho que quando tu faz uma roupa e compra uma peruca pra ficar igual a um personagem ultrapassou a fronteira do sonho, tu ta tentando transformar isso em realidade.

Dando uma olhada no HBO Shop; por pura curiosidade, não ia comprar o uniforme da Sookie no Merlotte's (uhum, Luna), eu vi coisas que não achei possível. Camisetas com "fangbanger", "VILF", pra quem foi mordido, pra quem quer ser mordido e pra quem não quer. Até Tru Blood, o sangue sintético que os vampiros bebem, eles vendem, sério. E a pergunta que eu faço é, quando se trata de fã o que é normal e o que não é. Posso usar uma camiseta escrito "Team Bill", mas não posso responder os twits dos personagens é isso?

Na minha humilde opinião, desde que tu não esqueça em nenhum momento que é tudo fazdeconta, beleza! Eu sei que é difícil aceitar, mas o vampiro lindo que vai te amar por toda a eternidade só existe na série. Dizem por ai que True Blood me fez trair o movimento e achar Eclipse ruim de mais. Ou é isso, ou o filme é um lixo mesmo.



Por Luna Rodrigues

28 de junho de 2010

As pesquisas mostram que…

Fazendo aquela leitura básica da Men’s Health do mês, me deparei com u ma notinha no mínimo curiosa. Li que para relacionamentos curtos mulheres preferem homens com cicatrizes leves no rosto. Que? Diz que é um estudo sério isso, fui pesquisar essa história e vi que um periódico internacional publicou o artigo. O que rolou foi o seguinte: duzentas e poucas pessoas olharam fotos de homens e mulheres, algumas com o rosto perfeitinho e outras manipuladas pelo computador para que aparentassem cicatrizes leves. O resultado revelou que as mulheres preferem os homens com pequenas cicatrizes no rosto. Já os homens nem ligaram pra esse detalhe. Não me pergunte por que razão preferem só pra relacionamentos curtos, isso eu não consegui achar em lugar nenhum, mas vocês devem se perguntar: porque? Parece que é porque cicatrizes pós trauma são bem vistas por nós, mesmo que inconscientemente, o estudo mostra que marcas de doenças (como catapora e espinha) e de cirurgias não são vistas da mesma maneira. Nós mulheres queremos um homem que tenha passado por algum trauma, superado e tenha a prova disso marcada no rosto. Os espinhentos e os doentes? OUT!

Não sei vocês, mas eu achei bizarro. Gostei dessa coisa de pesquisa, por mais que eu ache que esses resultados são sempre muito duvidosos né. Às vezes pontos importantes não são considerados; a região avaliada, pra mim, é um fato que influencia muito, bem como a idade dos pesquisados. Nesse caso, não consegui encontrar a idade dos pesquisados. Duvido que as guriazinhas prefiram meninos marcados aos com rostinho de bunda de bebê.

Na minha busca por dados sobre essa tal pesquisa encontrei várias outras, claro. Algumas interessantes, outras mais estranhas do que a comentada nos parágrafos acima. Vocês sabiam que estudos indicam que conversar com mulheres deixa homens mais burros? Queria rir, mas a pesquisa é ao que me pareceu, bem consistente. O doutor Johan C. Karremans promoveu a pesquisa que funcionou assim, homens e mulheres conversavam com pessoas de ambos os sexos e nos intervalos dos encontros faziam testes de matemática e lógica. Após conversar com mulheres o desempenho dos homens caiu consideravelmente. Detalhe: quanto mais bonita era a mulher, mais “burros” eles ficavam. O desempenho das mulheres nã o se alterou, não é novidade que homens bonitos não no intimidam (é?). A explicação é lógica, eles se sentem na eterna responsabilidade de seduzir a fêmea e isso exige muito do cérebro masculino.

Pronto, agora é oficial. Conversa intersexual é bobagem, só atrapalha. Parece que o doutor Johan é solteiro (e sem cicatrizes) e vai continuar assim. Quem pode culpá-lo? O cara é cientista, precisa ser inteligente.


Por Luna Rodrigues

21 de junho de 2010

E quando ela rola o mundo pára...

Literalmente. Quem me conhece sabe que eu adoro futebol, sou uma apaixonada pelo meu time e tempos de Copa são sempre uma alegria, a questão é que o mundo precisa mesmo parar por causa disso? Só se fala em futebol durante um mês inteiro, é o mês perfeito pra se fazer tudo o que se espera que fique em segredo, ninguém vai dar a mínima mesmo. Podem roubar, matar e estuprar, nem o Diário Gaúcho vai dar bola pra vocês. Fiquei surpresa de alguém ter reparado que o Saramago morreu.
Hoje li uma matéria que me chocou "Prostitutas não conseguem clientes durante a Copa do Mundo". É isso então? Louu cuu raa! Mas quem sou eu pra criticar, sou super envolvida com essas coisas, adoro fazer decoração verde/amarela, sei toda a música da copa e o projeto é aprender a dança o tal "diskdance". Se eu fosse prostituta, nem trabalhava em horarío de jogo. Ninguém marca nada em dia de jogo do Brasil, alias não só do Brasil. Mas poxa, só acontece de 4 em 4 anos.
Justamente porque eu adoro tudo isso que me importo muito com um fenômeno que se mostra mais intenso em épocas como essa. As mulheres que denigrem a imagem feminina quando o assunto é esse. Tudo bem tu não curtir futebol é um direito super teu (tanto pra homens como pra mulheres, claro), agora não vem dar discurso de que: a única parte que vale a pena na Copa é olhar as pernas dos jogadores. É esse tipo de atitude que suja a imagem das mulheres que gostam de futebol de uma maneira que não sei mais se é possível limpar.
Gente, ouvi tanta coisa sobre isso. Saiu da boca de uma criatura, em rede nacional, que a parte importante dos jogos era o hino, porque aparecia o rosto de todos os jogadores e dava pra ver quem eram os bonitos. Isso é sério! E esse novo quadro do Fantástico? O tal "Bem, amigas". Eu não tive coragem de ver, mas pelo que eu entendi um grupo de mulheres que não tem nenhuma vergonha na cara se reúne pra eleger os jogadores mais bonitos ou coisa assim. Triste é muito pouco pra definir esse tipo de programa.
Recebi pedidos pra escrever sobre isso e cá estou. Tentando melhorar essa imagem ridícula, minha e das amigas boleiras. Ousadia a minha né? Essa sou eu: ousada.
Pra quem não gosta eu sei que é meio difícil acreditar; mas quando eu vejo Portugal jogando juro que eu me interesso pelo jogo em si (alias, 7, que exagero hein Lusa) e com o fato de que a gente enfrenta eles na sexta, classificados ou não, e não com as coxas do Cristiano Ronaldo. Pelo menos em boa parte do jogo. Que foi? Ninguém é de ferro.

Por Luna Rodrigues

15 de junho de 2010

Me segue?

Tá diferente o blog, repararam? Cada vez mais rosa pra contrastar com meus textos, cada vez mais ásperos.
Lendo um dos muitos blogs que eu acompanho eu vi esse papo velho da moda do twitter. Vocês tem twitter? Eu não tenho nada contra quem tem, sério. Eu só acho ridículo. Tive twitter, por uma semana e bastou.

Quando são pessoas famosas até vá lá, mas quando é o joão ninguem da esquina querendo contar o que fez é complicado. O que fez não...o que está fazendo, o que é bem pior! Essa parte também serve pra famosos, qual o propósito de abrir a porra do twitter (seja no computador, no celular ou em qualquer meio) e escrever: To comendo bolo de chocolate...huummm"? Como assim?
Essa coisa da distancia entre fã e ídolo é também a graça de ser fã. Teu vizinho toca violão super bem, tu é fã dele? Não, tu é fã do cara que aparece no Domingo Legal. O teu vizinho é mais bonito e muito mais legal do que o cara que apareceu na Hebe, mas mesmo assim tu não é fã dele (sim, to super SBT hoje).
Vários amigos meus tem, eu até olho as vezes. Na grande maioria das vezes não é surpreendente, pois a pessoa já comentou comigo algo sobre o que twitou. Claro que eu não estou chamando quem tem twitter de desocupado idiota, é só uma das muitas coisas que eu não entendo a razão de existir. Se tu que ta lendo tem e se ofendeu, tu é muito idiota, não era isso o que eu queria. Reparem: quem sou eu pra criticar, eu tenho um blog onde posto semanalmente. Se juntar todas as twitadas de vocês provavelmente resulte em um post.
Se as vezes eu pareço muito agressiva não se assustem, quem me conhece sabe que eu sou super tranquila. É, talvez não. A questão é que meus posts tem sempre um clima de desabafo, lembram que nasceu de uma
insatisfação?
Complicado nessa ferramenta acho que não é nem as celebridades nem os simples mortais contando cada passo do seu dia, o problema são as subcelebridades. Raça complicada essa. Ser informada do dilema pessoal do Willian Boner escolhendo a gravata é ruim, mas eu preciso mesmo saber quando a Geyse (não há como pensar em subcelebridade e não pensar nela) vai fazer compras? Chato é que esse tipo realmente não tem muito o que fazer já que em grande parte dos casos não trabalha nem como uma pessoa comum, nem como alguém famoso. Mais tempo pra inventar contar como foi o dia "super corrido" e dar aquela passada só pra dizer que ama os fãs, eles sempre tem fãs.
Alguém sabe por que o símbolo do twitter é um passarinho azul? Responde lá no teu twitter. Pensando melhor, nem quero saber, esquece.

9 de junho de 2010

Sobre o coração S2


Hey everybody! Ontem fez exatamente um ano que levaram um pedaçinho de mim. Um pedaço do coração, muito provavelmente, porque dói pra caramba. Meu Shiryu em tempos de KZ e meu anjinho em todos os tempos. Meu Chico Buarque. Quem se prestava a juntar todo mundo e conseguia fazer todo mundo conviver bem, já que não tinha clima perto dele. Pra quem era quase impossível dizer não quando ele ficava puxando meu braço insistentemente feito uma criança antes de abrir aquele sorriso ridiculamente contagiante. O ponto de equilíbrio no pessoalzinho mais ou menos, essa é a verdade. Aquele que me xingou mais do que meu pai quando eu coloquei um piercing no umbigo. Eu só tenho a agradecer a Deus, por ter me dado a oportunidade de compartilhar tanta coisa com essa criatura amada ao extremo, aquele cabeludo chato que eu vou amar pro resto da vida.

Eu sei que essa não é a proposta do blog, mas eu não podia deixar de falar nele pra todo mundo essa semana. Além do mais, o blog é de quem mesmo?

Nessa semana de dia dos namorados eu não podia deixar de falar em outra coisa se não...relacionamentos. Mas sobre os meu favoritos, os autodestrutivos. E esse papo Calvin, amor, relacionamentos eternos tem tudo a ver.

Todo mundo tem, teve ou vai ter um algum dia. Não, isso não é nenhum tipo de maldição, é só uma constatação lógica. Relacionamentos destrutivos estarão sempre presentes. Mais presentes na vida de uns do que de outros, isso é certo. Ouso dizer que mais presente na vida de um gênero, preciso dizer qual? Nós mulheres alimentamos esse constante sentimento de autodestruição. Nós adoramos investir em algo que não vai dar em nada, nos acostumamos a viver assim. Por isso digo que algumas tornam isso um estilo de vida.

As espécies de relacionamentos destrutivos são várias, da pra escolher qual mais te convém. Relacionamentos a distancia, relacionamentos com pessoas mentalmente desequilibradas, paixonites por pessoas com quem se tem nenhum pouco contato ou que gostam do mesmo sexo, entre outros. Sempre há a possibilidade de acumular mais de um tipo, torna tudo muito mais divertido.

Não sei o que acontece. Poxa vida, se ele não se apaixonou por ti até agora, quais são as chances dele acordar uma bela manhã e ter essa revelação? Não vou dizer zero porque nunca se sabe afinal de contas “o coração tem razões que a própria razão desconhece”, acho que é isso, é né? Acho que as pessoas sentem falta de gostar de alguém e acabam por gostar de qualquer alguém, mesmo que não haja a menos possibilidade de futuro. É, se o cupido existe, ta de sacanagem com alguns.

Então, mais um dia dos namorados. Data que todo mundo sabe, foi criada pra celebrar o consumismo e não o amor. Faço uma proposta aos corações sofredores. Quem sabe substituímos o Dia dos Namorados pelo dia dos Enamorados; assim aquela pessoa que, por algum motivo se sente mal com a data (não sei por que, não tem namorado? não comemora, é simples), pode se presentear. Todo mundo que ama alguém pode participar. O comércio agradece.

Ame, presenteie, se ame e se presenteie! Sejam felizes, dia 12 e nos outros também!

Beijomecomenta!

Por Luna Rodrigues

2 de junho de 2010

Do sexo frágil

Eu não gosto de mulheres. Sim, eu sou hetero, todo mundo aqui sabe disso, eu mais do que todo mundo. Não falo de não gostar no sentido sexual. Não gosto nos outros sentidos também. Mulher é uma raça complicada de se lidar e eu acho que não tenho paciência pra elas. Acho que os homens, aliás, só tem por estarem encantados com alguns pontos positivos, atributos físicos ou não. Eu, imune a isso, não consigo gostar.

Não é que eu não tenha amigas ou não me relacione com mulheres, muito pelo contrario. A questão é que por vezes, e não são poucas, elas me irritam. Vocês que me conhecem sabem que eu sou um pouco machista. Meninas, eu amo vocês, não fiquem chateadas. Sei que irão concordar comigo pelo menos em algum ponto.

O que mais me irrita? Poderia começar com as briguinhas femininas. Essas pentelhações que as mulheres fazem por tudo. Literalmente tudo é motivo pra intriga, é só uma de nós acordar disposta a isso. Veja que eu uso “nós” porque não estou me excluindo do grupo irritante. E qual é o motivo principal pra incomodação? Homem é claro. Ao que parece tudo no universo feminino gira em torno de homem (e de sapato, logicamente). E no que dá a desavença? Evidentemente, em nada. No final tudo foi só pra causar estresse e gerar assunto pro grupinho. Eu também faço isso, não é proposital, quando nos damos conta...já foi.

Poderia continuar a minha pequena lista com as frescuras femininas que passam do limite do aceitável. Não que eu não seja fresca, uma frescura saudável é de extrema importância ao gênero, seria mais um cuidado consigo do que uma frescura. Falo aqui de quando a frescura é excessiva, aquela que irrita mesmo. Unha uma vez por semana? Ok! Mais do que isso? Frescura. Mostrar desespero em razão de não ter feito a unha mais de uma vez por semana? Irritante. Acho que deu pra entender do que eu estou falando.

A seguir vêm aqueles rituais de meninas. Tipo ir ao banheiro em grupo. Também vou ao banheiro em grupo, principalmente na noite. E a razão, meninos, é pra poder comentar da noite. Falar de vocês no nosso território. O chato é quando, mais uma vez, ultrapassa o limite. Condicionar a ida ao banheiro à vontade de outras pessoas não dá certo. Até entendo que algumas tenham medo de perder a amiga na festa, se é assim, marca um ponto de encontro e tudo certo. Não precisa ficar pra lá e pra cá de mão dada com a menina, coisa chata.

Tal como os adolescentes as mulheres tem essa coisa de amor instantâneo, já repararam? O famoso “nunca te vi sempre te amei”. Pra que isso? É carência? Acho que é porque no fundo (algumas de nós bem mais no fundo) as meninas querem agradar, querem alguém que diga como elas são legais, como são bonitas e simpáticas. E pra isso elas realmente os são. Normalmente não dura muito.

Eu podia passar uma tarde escrevendo sobre as coisas que me irritam. Talvez o problema seja que eu sou muito irritável.

Por Luna Rodrigues

26 de maio de 2010

Das coisas que eu tenho medo e do futuro delas!

Obrigado a todos que fazem de mim uma das, se não 'a', blogueiras mais convencida da internet.

Eu tenho medo de muitas coisas, todo mundo sabe disso. Entre elas, eu tenho bastante medo de adolescentes. De tudo relacionado a eles. De seus amores instantâneos, de seus cabelos cortados e pintados em casa, de suas roupas coloridas e das músicas que ouvem. É também de conhecimento popular que eu adoro ser jovem e fazer coisas de gente jovem; mas vejam bem, coisas de gente jovem normal (o mais normal possível quando estamos tratando de algo anormal). Odeio essa coisa de ter um jeito tão específico de falar (tão especifico que o resto do mundo não entende) e se vestir, pra mim tribo é coisa de índio.

A questão é que eu tenho medo mesmo, quando o assunto é juventude, é do futuro deles. Falando a velha conservadora. Pode até ser, mas quem vai discordar de mim quando eu usar o bordão mais repetido por 9 entre 10 pessoas na terceira idade: “ essa juventude ta perdida “?

Pensem comigo. A minha geração cresceu ouvindo canções de amor. Nós somos as meninas da geração Backstreet Boys, poxa vida! Fases revoltadas a parte, nossa (pré) adolescência foi marcada por suspiros apaixonados e lágrimas dedicadas aos amores impossíveis. O que é que essa geração tem? Akon?

Não que eu não goste dessas musiquinhas modernas de balada, não me entendam mal, eu só acho que o que ouvimos ajuda a formar opinião e influi no nosso comportamento. Se as meninas que há alguns anos (e nem são tantos assim) ouviam as batidas românticas de “As long as you love me” e coisas do tipo, hoje em dia andam bem mal das pernas o que se pode esperar das que dançam feito vadias ao som de “Make love in this club”? Usher que me perdoe, não tenho nada contra ele, mas tenha dó! Não da pra esperar chegar em casa?

Se bem que, talvez eu esteja vendo isso pela perspectiva errada. Quem sabe o futuro dessa juventude seja bem melhor que o nosso. Nós, de alguma maneira, ainda conservamos aquele espírito jovem e apaixonado e talvez essa seja a chave de tanto sofrimento em razão do sexo oposto. Se os meninos deixarem claro, desde pequenos, o que querem e as meninas entenderem o recado pode dar certo? Acho que não. Acho que justamente por causa dessa carência de amor e saturação de musicas que falam de dinheiro, gostosas e sexo explicito que as meninas se desesperam por um Justin Bieber da vida e piram quando um Fiuk canta as velhas musicas do pai. Mesmo que esse pareça um fugitivo de guerra ou alguém atingido por uma grave doença e aquele uma menina (e nem é uma menina tão bonita assim).

Vocês não pensam nisso?

Por Luna Rodrigues

21 de maio de 2010

E existe vida pós casamento?

Até que enfim atualizando o blog, eu sei que o combinado era segunda e hoje é quinta, mas essa semana foi enrolada mesmo. Pelo atraso, peço desculpas aos meus leitores. Eu já posso dizer que tenho “leitores”? Sim né? Eu tenho 6 seguidores e as pessoas me cobram posts, deve ser o início do sucesso. Bom, brincadeiras a parte o assunto agora é casamento. Calma, ninguém vai casar, nós só vamos falar dele.
Uma dúvida me veio. Vocês “mulheres modernas” (odeio esse termo) pensam em casamento? Tem medo de se encontrarem “solteironas” um dia? Eu sei que sim, não mintam pra mim, meninas. A pergunta é: com que frequência pensa nisso. Não que eu ache que toda a mulher pense nisso com muita regularidade, mas enfim. É tipicamente feminina essa coisa de querer casar, ter filhos e ser feliz para sempre, mas ela mesma ainda acredita na felicidade depois do casamento?
Pense então nos planos que faz pra tua vida. Eu acho que a grande maioria quer casar, mas quando? Os planos são normalmente estudar, trabalhar, se estabelecer financeiramente, se divertir bastante com as amigas, viajar. Ok, inclua também “viver” na lista de coisas pra fazer antes do casamento. O casamento é tão ruim assim que eu tenho que programar pra fazer as coisas boas antes? Veja bem, isso não é uma critica (eu obviamente não acho que o certo é casar aos 18 anos), é só uma observação.
Ao contrario do que os planos iniciais indicam eu posso viajar, me divertir, trabalhar (aos que consideram que trabalhar fica na parte das coisas boas) e tudo mais depois do casamento. Eu posso ou eu preciso trabalhar? Isso é um problema pra mim, quem me conhece já me pegou falando isso pelo menos uma vez. A mulher sempre lutou por igualdade de condições e o direito de poder trabalhar. Eu quero a opção de poder trabalhar, mas eu quero a opção de querer ser “dona de casa”. É pecado querer brincar de casinha depois de gente grande? Mais uma vez citando Nelson Rodrigues. Pra ele a mulher só se realizaria no amor, então essa coisa de independência profissional é palhaçada, ela é feliz mesmo cuidado na casa, da cria e do marido? Não sejamos assim tão extremistas, mas pensem nisso. Eu quero o direito de poder dizer: quero mesmo é ser ‘do lar’ sem que me olhem estranho.
Discutindo o assunto surgiu uma questão interessante. Algumas mulheres querem sim se dedicar as coisas da sua casa (claro que eu não estou falando de passar a vida trancada em casa limpando, cozinhando e atendendo as necessidades familiares, espero que todo mundo tenha entendido essa parte), mas que homem ia querer uma mulher sem independência? Alguém totalmente dependente. E ao contrario do que eu pensava anteriormente, então as mulheres querem ser independentes não pra outras mulheres e sim pros homens? Texto cheio de interrogações, sempre fico muito confusa com tudo isso. Qual a solução pra isso?
Eu quero mesmo é confusão, essa é a grande verdade. Eu gosto de casamentos, sempre choro. E vocês, pensam o que?

Por Luna Rodrigues

10 de maio de 2010

E bullying é novidade aonde mesmo?

Eu ia escrever sobre algo totalmente diferente nesse post, mas a capa da Zero Hora me ganhou nesse final de semana. Uma matéria sobre bullying. Dizem que o assunto vem sendo tratado com mais cuidado devido ao aumento na intensidade e na gravidade dos casos ocorridos. Será?

Quem aqui nunca sofreu ou praticou algum tipo de bullying (bullying universitário, cyber bullying, bullying adulto, etc) que atire a primeira pedra. O nome pode até ser novo , mas bullying existe desde as pessoas existem e convivem. Não é novidade que as crianças são cruéis. Todo mundo estranha o diferente e quando saímos de casa, onde o contato com outras pessoas é pequeno, tudo é diferente Não vou entrar no mérito do “temos medo do diferente” porque acho que não vem ao caso, as crianças não tem medo do gordinho nem do orelhudo, elas acham estranho. E aqui, na maioria das vezes, elas são postas em uma situação muito difícil. Crianças sabem que isso magoa e que não é certo atormentar os coleguinhas bizarros diferentes, mas elas também sabem que bullying é uma maneira muito eficaz de se firmar no grupinho, além do mais enquanto eles estiverem tornando a vida do narigudo um inferno as chances de notarem que eu também sou diferente são menores. Porque todo mundo é diferente em algum ponto é questão de descobrir qual.

Viver não é fácil senhores, essa é a realidade e quanto mais cedo aceitarmos, melhor pra nós. Sentem o cheiro de trauma infantil nesse texto? Claro que eu já sofri com isso no colégio, eu sempre fui a “saracura” a “palito” e nem vou começar a falar como sofre uma criança com nome que menores de 10 anos acham super engraçado. Hoje, superada a situação eu até dou risada das situações que eu passei. Mas os comentários com piadas sobre o meu nome/peso serão deletados, ok?

Complicado é que a maioria tende a repetir o que sofre quando se livra das gozações. Daí talvez o bullying universitário, a vingança de quem sofreu no ensino médio e fundamental e agora é uma pessoa totalmente dentro dos padrões. Quando a gente sai do colégio, por algum motivo acha que tem uma nova chance na faculdade e talvez até seja verdade mesmo.

A verdade é que a grande maioria das crianças que sofriam bullying no colégio vai muito bem obrigada. Seguem suas vidas normalmente, conseguiram superar seus traumas (com a ajuda das pessoas que ousaram ser seus amigos e/ou de seus pais e terapeutas) e nem pensam muito nas “brincadeiras” de outros tempos. São pessoas normais, os que fizeram e os que sofreram, com algumas exceções. Fico irritada com essa coisa que tentam fazer a gente engolir de que os agredidos hoje são ricos e bem sucedidos e os agressores são fracassados perdidos na vida. Se bem que quando se é excluído deve sobrar tempo pra pensar em coisas produtivas.

A lista de celebridades que sofreu com isso na infância e adolescência é enorme e acho que elas até tem um papel importante a medida que quem passa por isso consegue ver que há salvação. Fato é que quando até o Taylor Lautner e Michelle Pfeiffer são vitimas do bullying não sobra muito pra nós.

Por Luna Rodrigues